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Donna Summer em São Paulo
Eram 21 horas e trinta minutos, horário agendado para o início da primeira apresentação de Donna Summer em São Paulo, e ainda chegavam carros ao estacionamento do Credicard Hall. A cantora vinha do Rio de Janeiro para a segunda cidade da sua turnê brasileira, em que apresenta as canções do seu último disco, Crayons – o primeiro de inéditas em 17 anos.
Quem se pensava atrasado ao menos teve tempo de entrar com calma no saguão do local, pois as portas para a pista, camarotes e platéia sequer tinham sido abertas. O acesso foi liberado por volta das 22 horas, segundos antes do blecaute que afetou 18 estados brasileiros. O incidente acabou aumentando ainda mais a ansiedade do público. Os geradores da casa, no entanto, entraram em ação e, se não fossem os amigos avisando por celular, a maior parte do público nem ficaria sabendo que o pequeno incidente na verdade tomou proporções interestaduais.
Precedida de uma introdução da 5ª de Beethoven, tocada pela banda, a cantora subiu ao palco quando faltavam cerca de dez minutos para as onze horas. O time de 7 integrantes da banda e as três vozes de apoio era completado por três dançarinos que, em uniformes de fanfarra militar, anunciavam com suas trombetas a entrada da Rainha da Disco. A música não poderia ser outra. Donna Summer apareceu sob as luzes já cantando \The Queen Is Back\, música do disco novo.
As primeiras palavras da cantora ao público foram "I’m Sorry" – ela se desculpava pelo atraso, citando apenas um "problema técnico", ao que foi imediatamente perdoada com aplausos. Na seqüencia Donna convidou a platéia para sentirem-se livres para levantar das cadeiras e dançarem se quisessem. Nem precisaria, já que na seqüencia interpretou um dos seus maiores sucessos: \Could It Be Magic\ foi acompanhada pelo público em coro também.
Donna ainda falou ao público sobre os motivos que a fizeram gravar mais um disco e apresentou mais uma canção dele: \I’m a Fire\, durante a qual saiu do palco e – sem parar de cantar – em segundos reapareceu com um novo figurino, com cores mais tropicais. A música seguinte também era uma composição nova: \Sand on My Feet\, uma balada no estilo voz e violão.
\On the Radio\, \I Love You\, também foram parte do repertório, assim como \Drivin’ Down Brazil\, canção nova que ela dedicou especialmente para nós, brasileiros. \Crayons\ e \MacArthur Park\ também vieram na seqüencia. O bloco seguinte Donna abriu com uma homenagem. Ela falou sobre Michael Jackson e dedicou a canção seguinte ao ídolo e amigo: \Smile\, composição de Charlie Chaplin que, segundo ela, era uma das favoritas do pop star.
Outra canção nova, \Stamp Your Feet\ foi seguida por três clássicas: \She Works Hard for the Money\, \Bad Girls\ e a inesquecível \Hot Stuff\. Donna Summer conseguiu transformar a escura e calada noite paulistana, que fora silenciada por um “problema técnico”, numa discoteca. O encerramento apoteótico foi ao som de \Last Dance\, a última música do show. No que as luzes acenderam a multidão foi saindo para testemunhar o contraste de uma das mais incomuns noites paulistanas dos últimos tempos. Lá dentro o brilho e lá fora o breu.
Fonte: www.antena1.com.br
Assista, junto à Rádio Mulher, um dos grandes sucessos cantados pela rainha Donna Summer:
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